O cartão de crédito é uma das ferramentas financeiras mais mal compreendidas do Brasil. Para quem sabe usar, é conveniente, oferece proteção em compras e ainda dá pontos ou cashback. Para quem não sabe, é uma das formas mais caras de se endividar que existem.
A diferença está em uma coisa: pagar a fatura integralmente todo mês.
Quando você paga menos do que o total da fatura, o valor restante entra no chamado "crédito rotativo". A taxa de juros do rotativo no Brasil é, historicamente, uma das mais altas do mundo — chegando a mais de 400% ao ano em alguns bancos.
Isso significa que uma dívida de R$ 1.000 no rotativo pode virar R$ 5.000 em menos de dois anos se você pagar apenas o mínimo.
1. Só gaste o que já tem. Trate o cartão como débito: só use se o dinheiro já está na conta. O prazo de pagamento é um bônus, não uma extensão de renda.
2. Defina um limite pessoal. O limite que o banco oferece não é o limite que você deve usar. Defina um limite pessoal baseado no que você consegue pagar integralmente todo mês.
3. Acompanhe os gastos em tempo real. A maioria dos aplicativos bancários mostra os gastos do cartão em tempo real. Use isso. Não espere a fatura chegar para descobrir quanto gastou.
4. Evite parcelamentos longos. Parcelar em 12x parece barato, mas compromete sua renda futura por um ano inteiro. Prefira parcelamentos curtos ou pagamento à vista com desconto.
Saia o mais rápido possível. Negocie com o banco um parcelamento da dívida com taxa menor. Use qualquer dinheiro extra para quitar. E, enquanto estiver pagando a dívida, considere não usar o cartão — ou usar apenas para despesas essenciais que você tem certeza que vai pagar.